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William Waack é um racista enrustido

20/11/2017  |  Por Helio Matos

A questão do racismo no Brasil contra as pessoas negras nunca acabou, apenas tudo é muito camuflado, essas atitudes vergonhosas, graças as tecnologias das comunicações, são escancaradas quando os racistas são de alguma maneira flagrados. O episódio mais recente envolveu o jornalista William Waack, da rede globo de televisão do Brasil.

O jornalista, um dos âncoras do jornalismo da rede globo de televisão, recentemente, pensando que suas palavras ainda não estavam sendo captadas com vídeo e áudio, e irritado com as buzinadas que estavam acontecendo logo atrás do local onde estava ao vivo, em frente a Casa Branca nos Estados Unidos, além de soltar palavrões nada compatíveis com sua suposta educação, contras as pessoas que estavam buzinando, completou sua infeliz fala dizendo que aquilo era “coisa de preto”, e que somente preto faz essas coisas.

William Waack no momento do flagrante racista

William Waack no momento do flagrante racista

De acordo com suas próprias colocações contra a população negra, o jornalista simplesmente sem perceber, entregou para a sociedade em geral sua opinião pessoal sobre o que pensa das pessoas negras, isto é, revelou-se um racista enrustido. Diga-se de passagem, que, pesquisadores norte-americanos, nos últimos anos, diante de suas pesquisas junto ao povo norte americano, foi constatado que 55% da população branca dos Estados Unidos possui sangue negro correndo em suas veias.

Diante da constatação, sangue negro é diferente? Não!  A diferença, por exemplo, é normal, ou seja, sangue asiático transmite através do gene as características asiáticas, sangue indígena transmite as características indígenas, sangue ariano transmite as características arianas, e assim sucessivamente. Portanto, cada raça possui suas características de acordo com o gene da raça. William Waack, por exemplo, nasceu num país super miscigenado, quem garante que em suas veias não consta o gene da raça negra?

Os brasileiros não superaram o racismo e o preconceito

Na história do Brasil a mancha negra da escravidão contra o povo africano, mais propriamente contra os negros, parece algo impregnado que insiste em não desaparecer do seio da sociedade brasileira. Para engrossar ainda mais este triste episódio no passado histórico do país, nos últimos anos, têm aumentado muito o preconceito contra pobres, idosos, portadores de deficiência e etc.

Entretanto, apesar dos indicativos citados acima, o foco dessa matéria se direciona especificamente ao racismo no meio da população brasileira. A situação neste caso se tornou tão séria, que, a prática do racismo no país atualmente é punida com prisão, e se for em flagrante a prisão é inafiançável e imprescritível.

Depois da libertação dos escravos no Brasil, a condição desses libertos se tornou muito difícil, não tendo posses financeiras, terras para trabalhar e ganhar a própria vida, sem casas e etc. Diante da situação daquele momento, mesmo libertos, muitos voltavam a escravidão disfarçada, isto é, tinham que trabalhar de sol a sol em troca de moradia, comida e nada mais.

Com o passar dos anos o povo negro começou a trabalhar com remuneração em espécie, apesar da precariedade deste ganho, muitos iam conseguindo angariar bens para trabalhar com a terra própria, produzindo e revendendo o que produziam para a sociedade necessitada de bens específicos, principalmente bens alimentícios.

A partir dessa maior emancipação negra, notoriamente surgiu o preconceito aceito e praticado pela sociedade burguesa da época. Entretanto, logo após a Lei Áurea que deu liberdade incondicional para todos os negros, e mais tarde somando-se com a proclamação da república, os negros foram ampliando o próprio campo de trabalho, muitos se tornavam ferreiros, artesãos, e inclusive, ajudantes em gráficas da época, e daí em diante boa parte começaram a estudar.

Mesmo nessa ascensão da trajetória negra rumo a inclusão social, ainda assim, o racismo permanecia muito forte e amparado pela sociedade branca que segregava o ir e vir do negro em lugares que achavam que somente o povo branco poderia frequentar e transitar quando bem entendesse.

Autores do vídeo ao lado esquerdo de William Waack

Autores do vídeo ao lado esquerdo de William Waack

O tempo passou e o racismo continua vivo

Atualmente, em pleno século XXI, já praticamente no final da segunda década, as aberrações do racismo, apesar de veladas, continuam mais vivas e agressivas do que nunca. Até mesmo nas “brincadeiras”, geralmente soltam coisas do tipo: isso é coisa de preto, só podia ser preto mesmo; inclusive, estes dois termos foram usados pelo jornalista da rede globo de televisão, William Waack, palavras registradas em vídeo que viralizou nas redes sociais, tanto no Brasil como em todo o mundo.

Outrossim, a população brasileira é bastante miscigenada, mas neste país, o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontou em 2017 que a população negra equivale à 54% dos brasileiros, ou seja, 46% da população brasileira é composta por pessoas brancas.

Portanto, o disparate continua, a minoria branca insiste no predomínio sobre a população negra, demonstrando essa força através principalmente da situação econômica e do racismo contra o povo negro. Os pretos e pardos possuem ganhos inferiores aos brancos no Brasil, isso, comparados ao exercerem as mesmas funções exercidas pelos brancos, igualmente, são discriminados nas disputas por vagas no trabalho, trabalham mais que os brancos, e até para a adoção de crianças, as negras são rejeitadas nas instituições afins.

Racismo no Brasil

Para finalizar, a atitude do jornalista da rede globo de televisão, a maior emissora de comunicação do Brasil, providenciou o afastamento de suas atribuições como apresentador de telejornal, e este afastamento ainda não define sua situação na emissora de televisão. Ninguém é insubstituível, talvez ele volte as telas da rede globo ou talvez não volte mais. Infelizmente, acabar com o racismo parece impossível, porque ele simplesmente é velado e disfarçado, até mesmo envolvendo as brincadeiras de mal gosto, supostamente inocentes contra a cor da pele negra.

Enfim, a melhor maneira de colocar qualquer coisa sem evidência é evitar ao máximo tudo o que possa de alguma forma, alimentar o que se pretende anular ao máximo possível ou tornar sem importância, no caso, o racismo.

Claro que o racismo é algo detestável, deprimente e deplorável, não somente contra negros, mas contra pessoas da pele amarela, pele vermelha, no caso dos índios, assim como o racismo que foi terrivelmente praticado contra o povo judeu, por exemplo, e este racismo que ficou marcado como nazista contra o povo judeu, jamais deve ser esquecido, afinal, foram mais de 6 milhões de pessoas roubadas em seus bens materiais, e em seguida simplesmente eram assassinadas.

Para ilustrar melhor, parece contraditório, mas não é, por exemplo, quando se criou o dia da consciência negra no Brasil, isso não ajuda em nada o combate ao racismo, ao contrário, fortalece ainda mais a ideia deste estigma contra negros, e tudo que se cria para proteger os negros não ajuda, em vez disso, transmite uma conotação ainda pior, isto é, sutilmente sugerindo que o negro é diferente e inferior ao branco.

Por outro lado, vale o ditado popular: ruim com ele, pior sem ele, ou seja, ainda que as medidas punitivas não resolvam o problema, até que a sociedade seja totalmente conscientizada sobre essa maldade, melhor aplicar as medidas punitivas contra os detestáveis racistas.

Morgan Freeman, ator norte americano e expressivamente renomado no mundo cinematográfico mundial, exemplificou muito bem o que argumenta essa matéria.

(No dia em que pararmos de nos preocupar com a consciência negra, amarela ou branca, e nos preocuparmos com a consciência humana, neste dia o racismo desaparecerá).

Autor: Morgan Freeman.