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Nova tabela do colesterol e triglicérides com números atualizados a partir de 2017

25/08/2017  |  Por Helio Matos

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), divulgou as novas metas numéricas para o controle do colesterol e triglicérides. De acordo com a SBC, os novos números que devem ser alcançados pelos cidadãos trarão bons resultados na proteção da vida e saúde, já que os parâmetros anteriores se mostravam ineficientes.

Os novos números foram atualizados de acordo com estudos científicos realizados nos Estados Unidos e na Europa. Todas as variáveis do colesterol, bem como o valor numérico do triglicérides, ambos considerados números ideais e seguros para todos. Todas as marcações anteriores sofreram modificações importantes, e claro, para baixo, essas alterações, primeiramente foram introduzidas nos Estados Unidos e na Inglaterra, no Brasil, foram implantadas a partir de 2017.

Diante da mudança dos números, as pessoas que possuem risco cardíaco muito alto precisam reduzir o LDL, colesterol ruim, para menos de 50 mg/dl de sangue. As pessoas que se encaixam nesta exigência, são aquelas que estão com grandes placas de gordura nas paredes arteriais, porque neste caso, estes cidadãos estão em perigo iminente de sofrer infarto e derrame cerebral vascular (AVC).

Quanto as pessoas classificadas com risco cardíaco alto devido o colesterol, precisam manter os níveis de colesterol ruim abaixo de 70 mg/dl, inclusive, até as pessoas que estão com os níveis de colesterol ruim acima de 190 mg/dl, igualmente entram nas mesmas restrições do grupo cardíaco alto.

No caso das pessoas que estão no grupo de risco intermediário, os cientistas fizeram um cálculo para definir com maior segurança os melhores números para essas pessoas. Foram levados em consideração variadas características deste grupo de pacientes. Portanto, os estudiosos chegaram neste caso, que o melhor número  seja abaixo de 100 mg/dl, e quando o risco for considerado baixo o colesterol não deverá passar de 130 mg/dl.

Resumo das novas metas para HDL colesterol bom, triglicérides e colesterol total.

Como ficou o LDL:

Os pacientes com risco baixo devem manter os níveis abaixo de 130 mg/dl.

Quem estiver com risco classificado como alto devem descer os níveis abaixo de 70 mg/dl.

Indivíduos com riso intermediário os números devem ficar abaixo de 100 mg/dl.

Pacientes com risco muito alto devem baixar os números para menos de 50 mg/dl.

Tabela dos antigos números nos resultados de exames

Ótimo: abaixo de 100 mgdl.

Desejável: entre 100 mg/dl e 129 mgdl.

Limítrofe: entre 130 mg/dl e 159 mg/dl.

Alto: entre 160 mg/dl e 189 mg/dl.

Muito alto: acima de 190 mg/dl.

Pessoas com risco alto: abaixo de 70 mg/dl.

Pacientes com risco intermediário: abaixo de 100 mg/dl.

Como ficou o colesterol total a partir de 2017

Desejável atualmente: abaixo de 190 mg/dl.

Anteriormente o desejável era abaixo de 200 mg/dl.

Limítrofe era entre: 200 mg/dl e 239 mg/dl.

Alto: era maior que 240 mg/dl.

Como ficou o HDL atual

Desejável: acima de 40 mg/dl.

Como era anteriormente:

Desejável acima de 60 mg/dl.

Baixo: abaixo de 40 mg/dl.

Triglicérides como ficou atualmente

Desejável: abaixo de 150 mg/dl “ em jejum”.

Como era anteriormente:

Desejável: abaixo de 150 mg/dl.

Limítrofe: entre 150 e 200 mg/dl.

Alto: entre 200 e 499 mg/dl.

Muito alto: acima de 500 mg/dl.

Novos medicamentos

Devido as necessidades de maior segurança para a saúde dos cidadãos, estes novos números acabam de ser implantados no Brasil a partir de 2017. Já está cientificamente comprovado que as mestas antigas do colesterol precisavam de ajustes em favor de assegurar melhor a saúde das pessoas em geral.

Juntamente com os estudos para a determinação dos novos números de segurança para um melhor controle do LDL, foram desenvolvidos alguns medicamentos superpotentes para a redução do colesterol. Os novos medicamentos inibidores do excesso de colesterol, classificados como: PCSK9, conseguem proteger os receptores no fígado que são responsáveis pela retirada do excesso de gordura circulando na corrente sanguínea.

Portanto, com um maior número desses “coletores” de gordura na corrente sanguínea, o próprio organismo consegue fazer o trabalho de retirada do excesso de gordura circulante no sistema circulatório do sangue. Com a limpeza eficiente do excesso de LDL na corrente sanguínea, automaticamente as pessoas estarão livres de trombos, que terminariam levando suas vítimas para a arteriosclerose, ou seja, endurecimento das artérias, veias e microvasos, bem como evitando isquemias cerebrais (pré-derrames), acidente vascular cerebral (AVC), e etc.

Artéria entupida pelo colesterol

Artéria entupida pelo colesterol

Atualmente no Brasil, estão em circulação os dois novos medicamentos indicados para o controle dos novos números em vigor referentes as taxas de colesterol dos brasileiros. O primeiro deles é o evolocumabe, e o segundo, o alirocumabe. Ambos os medicamentos são utilizados na forma injetável, devendo ser administrados a cada 15 ou 30 dias, o ajuste da dose será determinado pelo médico, e isso dependerá da avaliação individual de cada paciente.

Nas pesquisas realizadas para a detecção do poder de ação destes medicamentos, o evolocumabe, em comparação com a administração de placebos, conseguiu derrubar o HDL em mais de 60% frente ao placebo. Além dessa marca raramente alcançada por um medicamento específico como este, ainda conseguiu-se reduzir as mortes relativas ao colesterol em 15%. No caso do alirocumabe que também já está em circulação, as pequisas ainda não terminaram, mas em 2018 estará finalizada.

Só para constar, o que são os placebos? Placebos são medicamentos de “mentira”, isto é, são comprimidos ou soluções sem nenhuma substância ativa, administrados á determinados pacientes puramente para se observar os resultados. Por incrível que possa parecer, há muitos pacientes que relatam melhora do problema e as vezes até mesmo a cura, mas nestes casos foram suas mentes que reagiram.

Como ficam as estatinas/sinvastatina?

Os novos medicamentos, apesar de muito potentes, não são indicados para todos os pacientes, eles somente serão prescritos quando os pacientes não respondem ao tratamento à base das estatinas, ou quando os indivíduos possuem um quadro crítico, indicando perigo iminente do infarto, por exemplo. Outro fator importante é que estes medicamentos são muito caros em relação com as estatinas, chegando a custar mais de R$ 1.000, 00 uma dose quinzenal. Estes novos medicamentos poderão ajudar bastante os portadores de hipercolesterolemia, ou seja, os portadores de doença genética familiar que altera o colesterol como se fosse algo normal.

Portanto, a Sociedade Brasileira de cardiologia (SBC), além dos novos medicamentos na forma injetável, continua indicando o tratamento com as pílulas de estatina. Por outro lado, igualmente, reforça ainda mais que cada cidadão, seja criança, jovem, adulto ou idoso, devem ingerir constantemente uma alimentação adequada e saudável, praticar exercícios físicos, não fumar, não usar bebida alcoólica, e se estiver com sobrepeso ou obesidade, deve-se emagrecer.

Quanto as crianças que ainda não possuem a capacidade de gerenciar o próprio estilo de vida, os adultos responsáveis por eles devem executar esta prática em suas vidas. Essas práticas precisam seguir como um estilo de vida diariamente. Segundo os pesquisadores, sem a introdução firme dessas últimas recomendações, nem mesmo os medicamentos mais avançados poderão resolver os problemas destes pacientes.